Marcelo Possidônio
Marcelo Possidônio é articulista, gestor de pessoas e coach de vida.
Blog: outropensamento.com.br/blog
E-mail: marcelo@marcelopossidonio.com.br


Aquilo que você foca, cresce de tamanho

De Marcelo Possidônio

Oito anos atrás eu não tinha a menor ideia do número de pessoas que usava óculos de graus. Somente percebia essa diferença nas pessoas que eu conhecia e convivia mais intimamente. Fora esse caso, jamais poderia imaginar que centenas de milhares delas usavam óculos, assim como passei a usá-los também, nessa mesma época.

Distância de três ou quatros metros já era o suficiente para eu enxergar as coisas embaçadas, ofuscadas... Miopia, foi o meu diagnóstico.
Pronto: passei a usar óculos. O que foi dificílimo para mim.

Achava-me feio; escondido das pessoas e de mim mesmo.

Tentei trocá-lo por lentes de contato, mas não me acostumei; não tinha paciência suficiente para tirar e colocar aquele negócio gosmento... "Fico com os óculos mesmo", disse eu, não muito convencido. Mas... Até hoje os óculos têm sido meus companheiros para enxergar longe.

E sabe o que comecei a ver depois de ser uma pessoa de óculos?

Mais e mais pessoas que também precisavam deles.
"Gente, quanta gente de óculos de graus!", dizia para mim mesmo, como alternativa para chegar ao autoconvencimento sobre a minha nova realidade visual.

As coisas se avolumam quando começamos olhar para elas.

Hoje tenho a impressão que existem mais pessoas usando óculos do que as que não precisam deles.
Certa vez decidi comprar um carro "X". Fiquei quase um mês procurando a melhor oportunidade de negócio.

Tente adivinhar qual modelo de carro eu mais via andando pelas ruas, enquanto aguardava o momento de comprar o meu?
Exatamente. A resposta era essa mesma: eu via pelas ruas e estradas o carro que queria comprar. Só dava ele em estacionamentos de shoppings, hipermercados e nos engarrafamentos, que são típicos desta metrópole chamada São Paulo.

Para onde vão seus olhos, o corpo tende a acompanhar.

Assim funcionam para aquilo que acreditamos ou queremos acreditar.

O diabo não existe - a não ser que você o conceba.

É para você que as coisas existem - ou não existem.

Hoje pela manhã entrevistei um profissional que buscava recolocação no mercado e, durante a entrevista, percebi que ele fazia questão de ressaltar um remorso por algo que considerava um erro cometido por ele. Algo simples, a meu ver, mas muito grande para ele, e dentro dele.

Então lhe contei a minha história sobre os óculos que precisara usar. Contei-lhe que tudo que focamos, cresce dentro da gente. E ele compreendeu direitinho a analogia de sua situação com a história real vivenciada por mim.

"Caso seja uma coisa boa, crescerá como a minúscula semente de uma futura árvore frondosa. Caso seja algo ruim, um remorso, por exemplo, crescerá feito a minúscula semente de uma futura árvore frondosa", disse a esse candidato.

Tem gente que utiliza o controle remoto de seu aparelho de TV para trocar de um canal de jornalismo sangrento para um canal de programação instrutiva e interessante. Outras pessoas usam esse mesmo controle para desligar o aparelho. Outros nem sabem onde deixaram o controle remoto, por não gostar mesmo desse tipo de entretenimento.

Tem gente que acredita que os inimigos sempre estão à espreita para devorar seu fígado. Outras pessoas queixam-se por não terem tempo de estar com tantos amigos e em tantos lugares interessantes para os quais são convidadas.

Uns curtem um tipo de música suave e, universalmente, agradável. Outros escutam músicas que incitam à violência.

Algumas pessoas perdoam o que fazem com elas e contra elas. Outras pessoas se vigam e comemoram o êxito de suas vinganças.

Alguns homens lutam em prol da vida. Outros mais (muito mais) matam a vida que a eles não pertence.

Algumas pessoas reconhecem que os solavancos que receberam na vida têm suas causas registradas em suas próprias tentativas de erros e acertos. E aprendem que na vida o negócio é aprender sempre, inclusive com as quedas que provocam arranhões. Mas outras pessoas acreditam que seus sofrimentos e desafios foram causadas pelas outras pessoas, pelos seus pares, pela sua família, pela empresa para a qual trabalham ou trabalharam, pelos seus inimigos, pela sociedade que eles acham ser injusta... Pelo diabo que elas mesmos conceberam.


Para qual direção estão voltados seus olhos e seu coração?
 

Postado por: Marcelo Possidônio
Postado em: 26/09/2013 - 09:24:22
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Sedução - "A mágica do negócio para quem quer vender mais"

Segundo o dicionário Aurélio, SEDUÇÃO é o mesmo que: “ato ou efeito de seduzir. Qualidade de sedutor. E SEDUTOR é aquele que seduz, atrai ou encanta”.
A sedução em seu ponto de venda, do seu produto, de seu profissional e de sua abordagem, nada mais é do que abrir uma porta para ajudar as pessoas a realizarem seus sonhos e desejos.
As pessoas buscam experiências inesquecíveis!
E nós – que as atendemos – temos que sair do lugar-comum para fazermos parte da história dos nossos clientes.
Acredito que muitos de vocês façam as seguintes perguntas todos os dias: O que fazer para vender mais?
Como deixar meu produto em destaque se o destaque na “prateleira” não sou eu?
O meu concorrente tem direito ao principal espaço: meu Deus, e agora?!
Vamos por partes, analisando alguns dos fatores e conceitos que fazem a diferença e podem responder a essas questões.
Fidelidade à marca – Ela existe, porém muito menos do que antes.
Hoje, falando objetivamente, todos os produtos andam muito iguais, em função da necessidade de competir.
As empresas estão preocupadas em produzir algo “tão bom quanto”, ou “melhor” do que seus concorrentes, o que é ótimo em temos de elevação dos níveis e qualidade no mercado. De seu lado, os consumidores estão cada vez mais conscientes desse esforço das empresas e de que há muita coisa boa à sua disposição que vale a pena testar.
Em resumo, o consumidor quer novidades e quem conseguir se comunicar com ele de forma mais eficaz e próxima tem tudo para levar vantagem e ganhar a venda.
Uma boa estratégia de venda pode produzir a façanha de colocar em pé de igualdade o produto de uma pequena empresa com outro, fabricado por uma grande multinacional e dona de verbas de publicidade astronômicas.
Lembre-se: nós, seres humanos, somos “bichos” essencialmente emocionais, e costumamos responder muito bem aos estímulos de interatividade. Gostamos de seduzir e ser seduzidos.
Nosso principal objetivo agora é encantar o cliente com o nosso produto, pois no final das contas será ele quem vai definir. Temos apenas que nos apresentar, dizendo: “Ei, estou aqui!”
Depois é só fazer aquela pergunta que cai como uma luva: “Foi bom para você?”
Mas para seduzir é preciso ir até o “estoque” e buscar alguns produtos que sempre encontram boa aceitação juntos aos consumidores.
Um exemplo é a nossa campeã de vendas: a CRIATIVIDADE.
Podemos ir até mais longe: a criatividade é o que vem salvando muitas vidas por aí – de pessoas e de empresas. É lógico que esse produto revolucionário vem seguido por outros produtos infalíveis para a salvação da lavoura:
. Temos a NOVIDADE – o cliente busca a novidade e quando a encontra é ali que ele “amarra o seu cavalinho”.
. Temos a SURPRESA – hoje em dia, para surpreender o cliente, já não basta ser amavelmente falso, repetindo para os 500 que já passaram (cuidado com a frase): “Volte sempre”, pois eles podem não voltar.
. HUMOR – o seu cliente precisa de bom humor para combater o estresse cotidiano, de um clima agradável; de vendedores alegres e de bem com a vida.
Existem outros produtos importantes, possivelmente esquecidos no seu “estoque”, como SIMPATIA, GENTILEZA, AMIZADE, entre tantos outros que devemos trazer do “estoque” para o “salão de vendas” (do coração para o rosto) e dessa forma transformar para melhor a nossa arte de vender mais.

Postado por: Marcelo Possidônio
Postado em: 01/06/2012 - 10:16:19
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O Natal é Mágico

O Natal é realmente uma data interessante; uma época em que há uma mudança radical no emocional das pessoas; época de encantos e magia, de compras e amor; de gentilezas e tudo mais.

As lojas ficam abarrotadas de gente, de filas enormes, de esperas absurdas, mas o incrível é que quase ninguém reclama, não se exalta. Pelo contrário, tudo é compreensível, é assim mesmo nesta época, dizem.
 
"Gente nesta época é muito engraçada".
 
Vendedores e atendentes, apesar da loucura e de tanto estresse, atendem com largos sorrisos, com competência, e ainda desejam feliz Natal e um ano novo repletos de realizações.
Incrível como encontram tempo num espaço tão curto para desejar tanta coisa.
Puxa! Que incrível é vendedor nesta época.
 
E para entrar em estacionamento de shopping, então?
Mas o pior não é entrar, é estacionar, arranjar uma vaga.
Nesta época tudo é possível! Pois de alguma forma, que não sei qual, todos os motoristas são passivos e pacientes; com espírito de Jó e colocam em prática o mandamento de amar amigos e inimigos.
Ninguém reclama, ninguém fala palavras de forte impacto, nem exibe o dedo maior da mão, mas sim o dedo de positivo, de joia, de tudo bem, de feliz Natal, vai em frente, sucesso, boa sorte... E o amor rola num maior barato.
 
Motoristas nesta época ficam mesmo muito engraçados.
 
E andar pelas ruas? 
Ah! isso é uma delícia. É tudo de bom, é 10!
Parece que todo mundo te conhece, parece que todo mundo cresceu junto, que são parentes, coisas assim.
A gente se sente até mais importantes do que realmente é, pois todos nos cumprimentam, pedem desculpas antes mesmo do esbarrão acontecer; desejam votos de feliz Natal, saúde e muito dinheiro no bolso.
Na época natalina, sair às ruas é mesmo algo que vale a pena.
 
O carteiro, o jornaleiro, o balconista e todos os prestadores de serviços parecem tocados pela graça divina, agradáveis nos gestos e atitudes.
Tudo bem que tem o interesse da caixinha, mas o que significa isso diante de tantas cortesias e sorrisos de paz?
 
Os corações humanos nesta época ficam muito mais graciosos e afáveis.
 
As pessoas dividem mais, se amam mais, sorriem mais, se perdoam mais... e – talvez em consequência disso – se mata menos neste período de festas.
 
Se eu fosse o dono desse espírito natalino, determinaria que todos os dias de 2012 fossem dias de Natal, de amor e paz. Mas como eu não sei de onde vem tanta magia, e nem sei como fazer essa mágica, então só me resta desejar um feliz Natal e um ano novo realmente melhor, tanto no íntimo de cada um dos nossos leitores, quanto externamente, em todos os seus relacionamentos interpessoais. 
 
Postado por: Marcelo Possidônio
Postado em: 11/12/2011 - 10:44:43
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